2/6/2010 - Dia Mundial sem Tabaco faz alerta às mulheres
Elas se tornaram um dos alvos prediletos da publicidade do tabaco
O
Dia Mundial sem Tabaco de 2010 foi celebrado nesta segunda-feira 31 de
maio. A Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu como tema “Gênero e
tabaco com ênfase no marketing para mulheres”, com o objetivo de
alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco utiliza para
atingir o público feminino e os males que o cigarro causa à saúde e ao
meio ambiente.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer
(INCA) desenvolveu peças promocionais para uma campanha com o slogan
“Mulher, você merece algo melhor que o cigarro!”. As peças trazem a
imagem de flores como um contraponto ao cigarro: as flores representam
proteção ao meio ambiente, beleza e qualidade de vida, contrastando com
o cigarro, sinônimo de desmatamento, envelhecimento precoce e problemas
de saúde.
O INCA estima que o tabagismo seja responsável por 40%
dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos e por 10% das mortes por
doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos de idade. Uma vez
abandonado o cigarro, o risco da doença cardíaca começa a decair – após
um ano, reduz-se à metade e, após dez anos, atinge o mesmo nível de
quem nunca fumou.
Entre as mulheres que convivem com fumantes,
principalmente seus maridos, há um risco 30% maior de desenvolver
câncer de pulmão em relação àquelas cujos maridos não fumam. Além
disso, o risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e
tromboflebite em mulheres jovens que usam anticoncepcionais orais e
fumam chega a ser dez vezes maior que o das que não fumam e usam esse
método contraceptivo.
As gestantes também devem ficar alertas.
Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso,
mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e
episódios de hemorragia ocorrem mais frequentemente quando a mulher
grávida fuma. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do
monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a
absorção pelo organismo materno.
Os riscos para a gravidez, o
parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da gestante.
Quando é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro,
ela absorve as substâncias tóxicas, que, pelo sangue, passa para o
feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo
leite e é absorvida pela criança.
A mulher e o cigarro - Com
a participação cada vez maior da mulher no mercado de trabalho, seu
papel social também foi se alterando rapidamente. Ela passou a ter mais
poder, tanto aquisitivo, quanto de decisão dentro da sociedade.
Em
decorrência de todas essas mudanças, a mulher tornou-se um dos alvos
prediletos da publicidade da indústria do tabaco, que passou a divulgar
o cigarro como símbolo de emancipação e independência. Isso fez e
continua fazendo com que o número de mulheres fumantes aumente cada vez
mais.
Ministério da Saúde
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